quarta-feira, 27 de abril de 2016

Inovação e tecnologias na construção civil

Com uso de algumas simples inovações e tecnologias na execução de um  projeto, ele se torna seguro, prático e sustentável, temos como exemplo a coleta de água da chuva, que com um mecanismo simples de filtração economiza na contra de água e tona a sua casa mais sustentável. Como vemos na matéria a seguir:



Cuidados no reaproveitamento da água da chuva

Cuidados no reaproveitamento da água da chuva
Exemplo de sistema permanente de captura da água da chuva. Sistemas simplificados também demandam tratamento dos volumes coletados.[Imagem: IPT]
Coleta de água da chuva
Apesar de ser uma técnica relativamente simples, o aproveitamento de água da chuva possui requisitos mínimos que devem ser respeitados para garantir o funcionamento do sistema e, principalmente, para assegurar a qualidade dos volumes coletados.
O telhado ou a laje de cobertura da edificação funcionam como área de captação. "Jamais deve-se fazer a captação a partir de pisos", explica o pesquisador Luciano Zanella, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT).
Calhas e tubos direcionam facilmente as águas até um reservatório, mas é preciso prever um sistema de tratamento, cuja complexidade vai depender dos usos pretendidos.
Em alguns casos, pode-se pensar em uma rede de distribuição da água para pontos de consumo de água não potável, caso das bacias sanitárias. Em edificações já construídas, entretanto, é indicado optar por sistemas simplificados, uma vez que o custo de novas instalações hidráulicas prejudicará a viabilidade financeira do projeto.
Dois aspectos não podem ser ignorados: o espaço disponível para a instalação do reservatório e, quando a intenção for instalá-lo sobre a laje de cobertura, a capacidade da estrutura para suportar o peso adicional. "A carga extra de um reservatório cheio de água pode não ser suportada por alguns tipos de construção", ressalta Zanella.
A capacidade de reservação deve levar em conta a demanda por água não potável. O número de usuários e seus hábitos de consumo, além das diversas aplicações que essa água pode ter na edificação, como limpeza de pisos e rega de jardins, também precisam ser levados em conta.
Tratamento da água de chuva
É imprescindível, alertam os pesquisadores do IPT, desprezar as primeiras chuvas. São elas que vão arrastar os poluentes presentes no ar e lavar a sujeira acumulada na área de captação. As recomendações técnicas indicam um descarte em torno de um a dois litros de água da primeira chuva para cada metro quadrado de telhado. Assim, se a cobertura tem 20 metros quadrados, é necessário desconsiderar um volume entre 20 e 40 litros.
Um sistema mínimo de tratamento das águas pluviais envolve não somente o descarte das primeiras águas, mas a remoção dos sólidos, como folhas, galhos e areia, por meio da utilização de filtro ou tela. "É recomendada a desinfecção com compostos de cloro, quando existir a possibilidade de contato da água com a pele do usuário ou quando o tempo de armazenamento for longo," esclarece o pesquisador Wolney Castilho Alves.
Sistemas permanentes de aproveitamento da água da chuva, instalados com o objetivo de suplementar o abastecimento para fins não potáveis, demandam sistemas mais complexos de tratamento. É possível encontrar no mercado filtros e componentes de desinfecção que devem ser empregados nesses casos. É exigido, para sistemas de uso integrados à edificação, um projeto elaborado por profissional devidamente habilitado.
Armazenamento de água
A qualidade da água está diretamente relacionada com o seu armazenamento. Por isso, é fundamental manter o reservatório com tampa e com quaisquer aberturas fechadas para evitar a proliferação de mosquitos ou mesmo a contaminação da água pela entrada de ratos ou insetos.
Além disso, o reservatório deve ser protegido de impactos e da luz solar, e também se deve prever uma saída de fundo no reservatório que propicie sua limpeza, quando for necessária. Os pesquisadores do IPT alertam ainda para a importância de manter o reservatório longe do acesso de crianças para evitar acidentes.


O mais comum é utilizar a água de chuva para a rega de jardins e plantações, lavagem de carros e pisos e também em descargas de bacias sanitárias. Em condições anormais de abastecimento, desde que se mantenha a forma adequada de coleta, tratamento e armazenamento, é possível considerar o uso para lavagem de roupas, louças e para o banho.






Outro exemplo do uso de tecnologia para o auxílio na construção é  é um software dirigido à avaliação do desempenho ambiental de estruturas de Engenharia Civil chamado AMECO 3.02. Foi desenvolvido pelo Centro Técnico Industrial da Construção Metálica (CTICM) e pela ArcelorMittal.
AMECO 3.02: Desempenho ambiental e de sustentabilidade de estruturas de Engenharia Civil
"(...)Baseia-se nos princípios de avaliação do ciclo de vida previstos nas normas ISO 14040 & 44, permitindo a determinação de parâmetros como o Potencial de Aquecimento Global (GWP) ou o Consumo Primário de Energia (PEC).
O software foi dimensionado com base em métodos desenvolvidos pela ArcelorMittal que permitem que os parâmetros ambientais e de sustentabilidade de estruturas como edifícios ou pontes, possam ser facilmente determinados, mesmo por utilizadores sem conhecimentos avançados na matéria.
O cálculo implica, no entanto, que os utilizadores tenham conhecimentos profundos no que diz respeito ao dimensionamento das estruturas a avaliar.
Os parâmetros iniciais a introduzir pelo utilizador incluem, no caso de edifícios, a orientação, as dimensões da fachadas, o número de pisos, a área dos pisos, a área total do edifício e o respetivo uso (residencial, de escritórios, comercial ou industrial).
Em função da localização, o AMECO 3.02 fornece, a partir de uma base de dados, os valores médios mensais da temperatura exterior, da radiação solar incidente a Norte, Sul, Este, Oeste e na cobertura, a fração noturna do dia e a fração do uso de sombra.
AMECO 3.02: Desempenho ambiental e de sustentabilidade de estruturas de Engenharia Civil
De seguida o utilizador define as características específicas das fachadas, nomeadamente as áreas de aberturas, os materiais usados nas paredes exteriores, as características das janelas e portas, o tipo de equipamento de sombreamento e a existência de elementos exteriores de sombreamento, como palas.
É igualmente necessário fornecer ao AMECO 3.02 parâmetros como o tipo de pavimento usado no piso térreo, a espessura da laje de piso, a massa do aço de reforço, a capacidade calorífica interna do piso térreo e dos pisos intermédios, a capacidade calorífica das paredes internas e o tipo de cobertura.
AMECO 3.02 procede então ao cálculo dos valores de conforto, nomeadamente da temperatura de referência de aquecimento, da temperatura de referência de arrefecimento, da taxa de fluxo de ar de aquecimento e a da taxa de fluxo de ar de arrefecimento."
AMECO 3.02: Desempenho ambiental e de sustentabilidade de estruturas de Engenharia Civil
Antes da introdução das características estruturais, é ainda necessária a introdução das características dos sistemas de climatização do edifício, como o tipo de sistema de aquecimento, o tipo de sistema de arrefecimento, os sistemas de recuperação de calor, a percentagem de recuperação de calor ou a eficiência do sistema de recuperação de calor
A caracterização da estrutura do edifício ou ponte inclui a introdução das características dos elementos estruturais, como vigas, colunas, lajes ou dispositivos de ligação. É igualmente necessária a definição dos tipos de materiais usados na estrutura, nomeadamente dos elementos de aço e de betão armado.
Com estes dados, o AMECO 3.02 calcula e apresenta os diagramas do Potencial de Aquecimento Global (tCO2eq) e compila um relatório detalhado sobre o desempenho ambiental da estrutura.
AMECO 3.02: Desempenho ambiental e de sustentabilidade de estruturas de Engenharia Civil


FONTE:http://www.engenhariacivil.com/ameco-302 <acesso em 27 de abril de 2016>


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